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Céus tormentosos

Furacões

  • andremmsgrades
  • 8 de jul. de 2025
  • 4 min de leitura

Hoje venho falar-vos sobre um dos fenómenos atmosféricos mais interessantes e destruidores que existem, os furacões. Um furacão é uma tempestade violenta e poderosa com ventos rodopiantes que sopram a velocidades de 120 km/h ou superiores. O diâmetro típico de um furacão varia geralmente de 300 a 800 quilómetros, embora a área dos ventos de furacão esteja restrita ao primeiro anel de tempestades que rodeiam o olho característico do furacão. Os furacões são frequentemente denominados como ciclones tropicais, por parte dos meteorologistas, têm origem por cima dos oceanos onde a água é quente. Estes ciclones deslocam-se através do mar, normalmente a cerca de 20 km/h. Quando chegam a terra, provocam graves danos e destruição, a nível de quedas de árvores, grandes inundações provocadas pelas fortes ondas e chuva intensa associada, além de graves danos nas habitações ou propriedades ou mesma perda total das casas e dos bens das populações.


Como se forma um furacão?


Os furacões são formadas por duas regiões distintas: as paredes que é onde o mau tempo está presente, e o olho do furacão que é designada de "zona de calma". Quando a tempestade chega, o primeiro período é onde ocorrem as primeiras chuvas e ventos destruidores, seguidos por um período de acalmia, olho do furacão, e de seguida, o vento e a chuva voltam até passar a outra metade do furacão. O olho é rodeado por paredes muito altas de cumulonimbus (nuvens de tempestade) que formam à sua volta a espiral de nuvens que aparecem nas imagens de satélite, onde se geram ventos fortes e rajadas. As nuvens compactas destas poderosas tempestades descarregam chuvas torrenciais, particularmente abundantes no sector frontal direito, dependendo da direção do ciclone. Para além do vento e da chuva, a baixa pressão no centro do furacão causa uma oscilação significativa na superfície do mar, que quando se espalha em direção à costa provoca o que é conhecido como maré de ciclone ou tempestade, resultando em inundações.

Processos associados à formação de um furacão
Corte transversal de um furacão (ciclone tropical) com os principais elementos, fenómenos associados e indicações dos processos envolvidos na sua formação. FONTE: METEORED tempo.pt

Como é visível na figura acima, quando se forma um furacão, o vapor de água evapora-se do mar e constitui as paredes espessas de nuvens. À medida que o vapor de água e o ar quente se elevam, o furacão começa a rodopiar numa espiral ascendente. Os ventos violentos rodopiam na zona do olho do furacão.


Dependendo da intensidade dos ventos sustentados gerados nas paredes do olho e da pressão atingida no centro do ciclone, os furacões podem alcançar 5 categorias, conforme estabelecido pela escala de Saffir-Simpson. Em baixo, irei colocar os valores que são adotadas para esta escala de acordo com a OMM (Organização Meteorológica Mundial) para os ciclones tropicais do mar das Caraíbas, Golfo do México, oceano Atlântico Norte e oceano Pacífico Norte oriental e central.

Escala Saffir-Simpson

Velocidade dos ventos máximos sustentados

Categoria 1

119 a 153 km/h

Categoria 2

154 a 177 km/h

Categoria 3

178 a 209 km/h

Categoria 4

210 a 249 km/h

Categoria 5

Superior a 249 km/h

Dão-se nomes aos furacões para serem identificados e evitarem-se confusões quando existe mais do que uma tempestade ao mesmo tempo. Os nomes atribuídos aos furacões e tempestades tropicais são retirados de listas oficiais elaboradas pela Organização Meteorológica Mundial. Para cada temporada há uma lista de 21 nomes em ordem alfabética, alternando nomes masculinos e femininos. Se uma temporada for particularmente ativa e todos os nomes da lista forem atribuídos, é utilizada uma segunda lista com os nomes das letras do alfabeto grego.


Onde Acontecem os Furacões?


Os furacões formam-se nas regiões a norte e a sul do equador: Trópico de Câncer, a norte e no Trópico de Capricórnio, a sul. Nestes pontos, a água é muito quente e assim produzem o vapor de água quente e húmido necessário à formação de um furacão. Quando estas tempestades ocorrem no oceano Atlântico e na parte oriental do oceano Pacífico são designadas de furacões. Quando ocorrem no oceano Índico são chamadas de ciclones. Quando ocorrem no oceano Pacífico ocidental são designadas de Tufões.


Furacões no Atlântico


A época de furacões no Atlântico tem lugar de Junho a Novembro, mas as tempestades mais violentas ocorrem normalmente em Agosto e Setembro, porque as águas do oceano estão mais quentes. Para este ano de 2025, estão previstos a ocorrência de 9 furacões, superior à média que são 6 por ano. Existem alguns furacões muito falados que ocorreram no Atlântico: Andrew (1992), Mitch (1998), Katrina (2005) ou Sandy (2012).

Furacão Katrina Agosto de 2005
Furacão Katrina - Agosto de 2005

Tufões no Pacífico


A época de Tufões ocorre de Junho a Novembro, e ocorrem em média 11 destes ciclones tropicais por ano. Alguns Tufões mais destruidores foram: Kit (1966), Forrest (1983), Megi (2010).


Super Tufão Megi nas Filipinas
Super Tufão Megi nas Filipinas

Ciclones no Oceano Índico


A norte do oceano Índico podem ocorrer até 6 ciclones por ano. A maior parte ocorrem em Outubro, no final da estação das monções. A sul do Equador, os ciclones ocorrem mais em Dezembro e são em média 8 ciclones por ano. Alguns ciclones mais destruidores: Fantala (2016), Idai (2019), Tej (2023).


Ciclone Idai que atingiu Moçambique
Ciclone Idai que atingiu Moçambique em 2019

Furacões em Portugal


Na memória de todos os portugueses, ainda persiste a passagem e consequente destruição causada pelo furacão Leslie que impactou em território nacional em outubro de 2018, já como uma depressão pós-tropical. Foi a terceira vez desde 1842 que um furacão atingiu o território continental de Portugal, tendo sido este o mais forte. No Portugal insular, também persiste na memória a passagem do furacão Lorenzo pelo arquipélago dos Açores em outubro de 2019, que quando atingiu as ilhas já tinha baixado da categoria 2 para 1. Mesmo assim, provocou danos significativos e prejuízos materiais.


E assim termino este post sobre Furacões, espero que gostem e se divirtam a ler e se tiverem mais curiosidades sobre os Furacões podem escrever aqui nos comentários! Até breve e continuem atentos ao blog André e o mundo da Meteorologia!

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